SAIQA

Da análise à interpretação ambiental.
Em uma só ferramenta.

Análise
Individual
Uma amostra por vez
  • Resultado e Classificação do IQA e do IET
  • Resultado por Parâmetro
  • Curvas NSF por Parâmetro
  • Avaliação Integrada IQA + IET
  • Critérios Regionais por Estado
  • Escala Trófica Visual
  • Laudo Interpretativo
Análise
Multiamostra
Múltiplas amostras
  • Resultado e Classificação do IQA e do IET
  • Tabela Comparativa entre Pontos
  • Gráfico de Barras para IQA e para IET
  • Classificação da Avaliação Integrada por Amostra
  • Interpretação da Média dos Resultados por Índice
  • Relatório Comparativo
O que significa SAIQA
Sistema de
Avaliação
Integrada da
Qualidade
Ambiental
Como surgiu

A SAIQA foi desenvolvida a partir da necessidade de integrar, em uma única ferramenta, diferentes indicadores de qualidade da água amplamente utilizados na área ambiental. A proposta surgiu da dificuldade em interpretar resultados de forma conjunta e padronizada, especialmente em aplicações acadêmicas e técnicas. A ferramenta busca simplificar esse processo, mantendo o rigor metodológico.

Para quem é

Destina-se a estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da área ambiental que necessitam avaliar e interpretar a qualidade da água de forma prática, consistente e fundamentada.

O diferencial

A SAIQA integra os índices IQA e IET em uma única plataforma, permitindo análise complementar dos resultados. A ferramenta incorpora critérios regionais de classificação, aplicação conforme o tipo de corpo hídrico e suporte à interpretação dos dados. O foco está na confiabilidade dos resultados e na clareza da análise.

Quem desenvolveu
Andrezza Rosa
Idealização · Desenvolvimento · Design
Lianderson Ribeiro
Co-Desenvolvimento
Prof. Dr. Rafael Oliveira Batista
Orientação Acadêmica
Agradecimentos

Aos que contribuíram direta ou indiretamente para o desenvolvimento da SAIQA, pelo apoio, incentivo e colaboração ao longo do processo.

A SAIQA foi construída com o propósito de tornar a análise da qualidade da água mais acessível, mantendo o rigor técnico e a confiabilidade dos resultados.

Índices de Qualidade da Água
NSF — National Sanitation Foundation. Water Quality Index. Estados Unidos, 1970.
CETESB — Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Índice de Qualidade das Águas (IQA). São Paulo, 2008. — Acesse aqui.
ANA — Agência Nacional de Águas. Indicadores de Qualidade: IQA. Portal da Qualidade das Águas, 2012. — Acesse aqui.
ANA — Agência Nacional de Águas. Panorama da Qualidade das Águas Superficiais no Brasil.
ANA — Agência Nacional de Águas. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025 — Qualidade da Água.
VON SPERLING, M. Estudos e modelagem da qualidade da água de rios. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007. v. 7.
Índice do Estado Trófico
LAMPARELLI, M. C. Graus de trofia em corpos d'água do estado de São Paulo. Tese (Doutorado). Instituto de Biociências, USP, São Paulo, 2004. — Acesse aqui.
ANA — Agência Nacional de Águas. Indicadores de Qualidade: IET. Portal da Qualidade das Águas, 2009. — Acesse aqui.
ESTEVES, F. A. Fundamentos de Limnologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 1998.
Legislação
CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para enquadramento. — Acesse aqui.
BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Política Nacional de Recursos Hídricos. — Acesse aqui.
Métodos Laboratoriais
MATOS, A. T. Qualidade do meio físico ambiental: práticas de laboratório. Viçosa, MG: Ed. UFV, 2012.
Por que os critérios variam?

O Índice de Qualidade da Água (IQA) foi desenvolvido pela National Sanitation Foundation e adaptado ao contexto brasileiro por instituições como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.

O método de cálculo permanece padronizado, incluindo parâmetros, pesos e equações. No entanto, alguns órgãos estaduais definiram faixas próprias de classificação para representar com maior fidelidade as condições locais dos corpos hídricos.

Dessa forma, o valor numérico do IQA é único, enquanto a interpretação qualitativa pode variar conforme o critério adotado.

CETESB / ANA

Adotado pela maioria dos estados brasileiros. Corresponde ao padrão nacional mais utilizado.

SPBACEESGOMSPBPE+ demais estados
ClassificaçãoFaixa
Ótima80 – 100
Boa52 – 79
Razoável37 – 51
Ruim20 – 36
Péssima0 – 19
IGAM / NSF

Adotado por estados que utilizam uma escala mais restritiva, resultando em classificações mais rigorosas para um mesmo valor de IQA.

ALMGMTPRRJRNRS
ClassificaçãoFaixa
Excelente91 – 100
Bom71 – 90
Regular51 – 70
Ruim26 – 50
Muito Ruim0 – 25
Exemplo
Um IQA igual a 75 é classificado como Boa no critério CETESB/ANA e como Regular no critério IGAM/NSF. O valor calculado permanece o mesmo, mudando apenas o enquadramento da qualidade.

O Índice de Estado Trófico (IET) deve ser aplicado considerando o tipo de corpo hídrico analisado. Ambientes lênticos, como reservatórios e lagoas, apresentam maior tempo de retenção da água, favorecendo o acúmulo de nutrientes e o desenvolvimento de algas. Em ambientes lóticos, como rios, a maior renovação hídrica altera essa dinâmica.

Por essa razão, as equações e a interpretação do IET variam conforme o sistema. A seleção correta no formulário garante resultados coerentes.

Ambientes Lênticos

Reservatórios, açudes e lagoas — sistemas de água parada ou de circulação lenta, com maior acúmulo de nutrientes.

ReservatórioAçudeLago
Ambientes Lóticos

Rios e riachos — sistemas de água corrente, com maior renovação hídrica e dinâmica de transporte de nutrientes diferente.

RioRiacho
Atenção
A seleção incorreta do tipo de corpo d'água altera as equações de cálculo do IET e pode resultar em classificações inadequadas. Em caso de dúvida sobre a categoria do ambiente analisado, consulte referências técnicas ou o responsável pelo monitoramento.

A SAIQA realiza a avaliação da qualidade da água por meio da aplicação dos índices IQA e IET, utilizando parâmetros físico-químicos e biológicos amplamente consolidados na literatura e em órgãos oficiais brasileiros.

Índice de Qualidade da Água (IQA)

No cálculo do IQA, são utilizados nove parâmetros representativos da qualidade da água, incluindo oxigênio dissolvido, pH, temperatura, turbidez, demanda bioquímica de oxigênio, nutrientes e coliformes. Cada variável é convertida em um valor de qualidade por meio de curvas específicas e ponderada conforme sua relevância. O índice final resulta da agregação desses valores, expressando a condição geral da água em uma única escala.

Para o oxigênio dissolvido, pode ser aplicada a conversão para percentual de saturação, considerando a temperatura e a altitude local. Quando a altitude não estiver disponível, o cálculo pode ser realizado diretamente com o valor informado, sem correção.

A abordagem segue o modelo adotado no Brasil por instituições como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.

Índice do Estado Trófico (IET)

O IET é utilizado para avaliar o grau de enriquecimento por nutrientes, sendo calculado a partir das concentrações de fósforo total e/ou clorofila-a. Esses parâmetros refletem diretamente o potencial de eutrofização do corpo hídrico.

Análise Integrada

Os índices são apresentados de forma independente, permitindo uma análise complementar. O IQA indica a qualidade geral da água, enquanto o IET evidencia o estado trófico do sistema.

Os resultados são interpretados com base em critérios de classificação reconhecidos, podendo variar conforme o enquadramento regional adotado.

A SAIQA atualmente gera dois índices independentes, o IQA e o IET, que, analisados em conjunto, oferecem uma visão abrangente da condição do corpo hídrico. Esta seção orienta a leitura e interpretação dos resultados.

Lendo o IQA
O IQA varia de 0 a 100. Quanto maior o valor, melhor a qualidade da água. A classificação (Ótima, Boa, Razoável, Ruim ou Péssima) varia conforme o critério regional adotado pelo estado.
Os subíndices qi individuais mostram a contribuição de cada parâmetro. Um qi baixo em um parâmetro específico indica onde está o principal problema — e onde devem ser concentrados esforços de monitoramento ou remediação.
O parâmetro com maior impacto positivo e o de maior impacto negativo são destacados no laudo para facilitar a análise.
Lendo o IET
O IET classifica o corpo hídrico em seis categorias — do Ultraoligotrófico (nutrientes muito baixos) ao Hipereutrófico (condição crítica). Categorias acima de Mesotrófico indicam enriquecimento por nutrientes e requerem atenção.
O IET é calculado a partir do fósforo total e/ou clorofila-a. Quando ambos estão disponíveis, o resultado é a média aritmética dos dois subíndices — o que aumenta a precisão da avaliação.
Ambientes lênticos (reservatórios, lagos) tendem a acumular mais nutrientes que ambientes lóticos (rios). Por isso, as equações do IET variam conforme o tipo de corpo hídrico selecionado.
Análise integrada
Um IQA satisfatório não exclui a possibilidade de eutrofização. É possível que a água apresente boa qualidade geral pelo IQA e ao mesmo tempo esteja em estado eutrófico pelo IET — situação comum em corpos hídricos com alta concentração de nutrientes mas sem contaminação microbiológica significativa.
A combinação dos dois índices permite uma avaliação mais completa e fundamentada, especialmente para subsidiar decisões de uso e gestão dos recursos hídricos.
O laudo gerado pela SAIQA possui caráter informativo e deve ser analisado em conjunto com o contexto local, histórico de monitoramento e demais informações disponíveis sobre o corpo hídrico.
Parâmetros do IQA
Oxigênio Dissolvido (OD) — Quantidade de oxigênio presente na água. Essencial para a vida aquática. Valores baixos indicam decomposição de matéria orgânica ou poluição.
Coliformes Termotolerantes — Grupo de bactérias indicadoras de contaminação fecal, incluindo a Escherichia coli. Sua presença sinaliza risco à saúde humana.
pH — Indica se a água é ácida, neutra ou alcalina. A faixa ideal para a maioria dos usos é entre 6,5 e 8,5.
DBO₅ (Demanda Bioquímica de Oxigênio) — Quantidade de oxigênio consumida por microrganismos para decompor a matéria orgânica em 5 dias a 20°C. Altos valores indicam poluição orgânica.
Nitrogênio Total — Soma de todas as formas de nitrogênio na água. Em excesso, favorece a eutrofização e pode indicar presença de fertilizantes ou esgoto.
Fósforo Total (PO₄³⁻) — Nutriente que, em concentrações elevadas, estimula o crescimento excessivo de algas. Principal indicador de eutrofização.
Temperatura — Influencia diretamente a solubilidade do oxigênio e os processos biológicos. Variações bruscas podem comprometer a fauna aquática.
Turbidez — Medida da transparência da água. Causada por sedimentos, algas ou matéria orgânica em suspensão. Interfere na penetração de luz e no tratamento.
Sólidos Totais — Total de materiais dissolvidos e em suspensão na água, incluindo sais minerais, sedimentos e matéria orgânica.
Parâmetros do IET
Clorofila-a — Pigmento presente em algas e cianobactérias. Sua concentração reflete diretamente a biomassa algal e o grau de eutrofização do corpo hídrico.
Fósforo Total (µg/L) — No contexto do IET, expressa em microgramas por litro (µg/L). Atenção: unidade diferente da utilizada no IQA (mg/L).
Conceitos gerais
Eutrofização — Processo de enriquecimento excessivo de nutrientes em corpos hídricos, resultando no crescimento acelerado de algas, redução do oxigênio e comprometimento do ecossistema.
Corpo hídrico lêntico — Ambiente de água parada ou com circulação lenta, como lagos, lagoas, reservatórios e açudes.
Corpo hídrico lótico — Ambiente de água corrente, como rios e riachos, com maior renovação hídrica e dinâmica de transporte de nutrientes diferente.
Subíndice qi — Valor individual de qualidade atribuído a cada parâmetro do IQA, variando de 0 a 100. Obtido a partir de curvas de qualidade específicas.
Produtório ponderado — Método de cálculo do IQA que multiplica os subíndices qi elevados aos seus respectivos pesos, resultando em um único valor representativo.
Porcentagem de saturação (%SAT) — Relação entre o oxigênio dissolvido medido e a concentração máxima possível nas condições locais de temperatura e altitude.
100%